Tradução do “How to Become A Hacker”

Tenho certeza que não sou o único que depois de ler este documento passou a admirar o Eric Raymond. Esta semana eu pretendia indicar a versão traduzida para um colega de trabalho mas não encontrei nenhuma que estivesse no mesmo nível do original, daí veio a idéia de traduzir o documento e o resultado é este.

Espero que gostem e peço que indiquem esse texto aos iniciantes, já que nesta versão, que está bem diferente da que li na década de 90, a qual acredito tenha sido a base da tradução para o português, várias novas dicas abrangem coisas como o domínio da língua inglesa e linguagens de programação mais modernas como o Python, entre outras coisas.

Sugestões serão bem vindas e se alguém se dispuser a fazer uma revisão eu agradeceria muito. Ainda estou trabalhando na seção FAQs, mas ela deve ficar pronta logo.

Tradução: Como se tornar um Hacker

Como criar sua própria distribuição Linux em Live-CD/DVD

Depois da volta das discussões em torno de distribuições nacionais, por conta das recentes citações do Big Linux no BR-Linux.org e do fim do Kurumin NG. Achei que seria interessante abordar esse assunto, já que existem várias iniciativas nacionais, em grande parte baseadas na personalização de distribuições já existentes.

Antes de começar é bom avisar que NÃO estou incentivando ninguém a seguir o caminho já traçado por dezenas de distribuições amadoras que vem e vão no cenário nacional que é o de montar um live-cd baseado na distribuição X, Y ou Z trocando o papel de parede e criando alguns scripts manjados, contratar uma hospedagem barata, registrar um domínio ^*-br.org$ e publicar o anúncio e as notícias do recém criado “site da comunidade” no BR-Linux.org.

A criação de uma nova distribuição é valida em situações onde há necessidade de personalização de uma determinada distribuição de Linux para uma grande quantidade de equipamentos, como em empresas que fabricam ou revendem equipamentos, em universidades, escolas, prefeituras, etc.

Então vamos ao que interessa:

O que é uma distribuição?

Uma distribuição de Linux é um apanhado de softwares, organizados de forma a cumprir um determinado objetivo ou atender um público específico que, somados ao kernel (Linux) dão origem a um ambiente passível de ser utilizado por outras pessoas para os mais variados fins. Dentre as distribuições mais conhecidas estão o Debian, Fedora, Ubuntu, SUSE, etc.

Uma distribuição geralmente é composta por um CD/DVD que contem o sistema básico e um conjunto de softwares mais comuns que pode ser extendida posteriormente à sua instalação através do uso de gerenciadores de pacotes que fazem o download e a instalação de softwares da distribuição que ficam em servidores (repositórios) para que o usuário final possa personalizar o seu sistema com os softwares que preferir.

Como criar a minha distribuição personalizada?

O primeiro passo para criar uma distribuição personalizada é escolher uma distribuição que possa servir de base e que conte com ferramentas e uma iniciativa que permita realizar a sua devida personalização, dentre as que contam com esse tipo de recurso é possível citar as seguintes:

Debian

O Debian é sem dúvida a base mais comum para criação de novas distribuições. O projeto conta com uma iniciativa vontada para esse fim que é o Debian Pure Blends, também conhecido como Debian Custom Distributions, que teve o seu nome alterado recentemente na tentativa de esclarecer que as distribuições resultantes continuam sendo sub-conjuntos do Debian e não outra coisa qualquer que seja.

A forma mais fácil de personalizar seu próprio Debian é usando o Simple-CDD que conta com inclusive com um Howto na documentação oficial do Debian. Trata-se de um processo razoavelmente simples e bem documentado, bem parecido com os demais que se seguem.

Os procedimentos descritos acima são para construir um CD de instalação normal do Debian, sem a possibilidade de utilizar o resultado como Live-CD, entretanto, há outra iniciativa do projeto Debian voltada especificamente para a criação de Live-CDs baseados no Debian, denominada Debian Live Project, a qual conta com documentação bastante detalhada e helpers de fácil utilização.

Fedora

No Fedora é dada a denominação de Spin para versões personalizadas do Fedora padrão criadas com o intuito de atender necessidades específicas. Existem dois meios de se criar um Live-CD, sendo a primeira delas através de um software chamado revisor, e a mais bem documentada, e segura, que é usando o livecd-creator.

O processo é bem documentado e simples de entender e seguir.

Dentre as distribuições aqui citadas o Fedora aparentemente é o que mais incentiva essa prática, sendo que a relação oficial de Spins conta inclusive com um feito por brasileiros, que é o BrOffice Spin.

Ubuntu

O Ubuntu também possui documentação sobre como personalizar o seu LiveCD, entretanto, não há uma política específica para divulgação dos projetos derivativos como há nas distribuições anteriormente citadas.

Também não há grandes dificuldades em se realizar o processo, basta seguir a documentação e caso não tenha sucesso, procurar ajuda na comunidade.

Outra forma de se criar uma versão “customizada” do Ubuntu é através do uso do UCK – Ubuntu Customization Kit, software semelhante ao Revisor do Fedora, que permite a criação de um LiveCD personalizado com alguns cliques do mouse.

SUSE

O SUSE conta com um sistema muito interessante de personalização da distribuição para criação de appliances e versões personalizadas do seu Live-CD chamada SUSE Studio. O serviço, que está em estágio Alpha, por enquanto está disponível apenas para convidados, mas promete oferecer formas de criar sua própria versão personalizada do SUSE Linux usando apenas o seu navegador, através do próprio site.

E depois?

O resultado de todos os procedimentos disponíveis nas distribuições citadas é a criação de uma imagem ISO contendo o Live-CD da distribuição, devidamente personalizada, que você acabou de criar. Os repositórios de softwares continuarão sendo os mesmos da distribuição original, a menos que sejam alteradas as configurações do gerenciador de pacotes para que ele use um repositório alternativo.

Creio que existam vários outros meios e também outras distribuições que contem com esse tipo de recurso, mas procurei versar apenas sobre as mais conhecidas. Como pode ser visto nas documentações de cada processo, não se trata de algo extremamente difícil e pode ser usado para diversos fins, sendo inclusive encorajado oficialmente por várias distribuições.

Espero ter sido útil e, só lembrando mais uma vez, não saiam por aí criando novas distribuições sem antes ter um objetivo bem definido. Leiam a documentação do Debian Pure Blends, que apresenta além da visão técnica, uma abordagem filosófica e prática, e sejam pragmáticos. Não re-inventem a roda!

Fiquem a vontade para comentar, reclamar ou sugerir algo. Até a próxima.

Atualizações: 1. Incluídas informações sobre o Debian Live Project; 2. Incluída a citação do Ubuntu Customization Kit.

Como resolver os problemas com o microfone em notebooks Acer Aspire rodando Linux

Depois de uma cruzada de mais de uma semana em busca de uma solução para os problemas com a captura de som eu finalmente acabei colhendo os primeiros frutos. Eis a solução para quem está tendo problemas com a captura de audio nos laptops Acer Aspire:

  1. Edite o arquivo /etc/modprobe.d/alsa-base com comando abaixo (crie o arquivo caso ele não exista):
    sudo gedit /etc/modprobe.d/alsa-base
  2. Inclua a seguinte linha no final do arquivo:
    options snd-hda-intel model=acer-aspire

Obs.: Em alguns notebooks, como os da linha 5100-5196 e desktops que possuem essa placa de vídeo integrada à placa mãe, é preciso incluir uma linha diferente, sendo ela a seguinte:
options snd-hda-intel position_fix=1 model=3stack

Feito isso é só reiniciar o equipamento que a captura de som irá funcionar corretamente, sem travamentos nos programas que realizam essa tarefa.

Ainda falta eu descobrir o que está acontecendo em outro equipamento que usa uma placa de som de outro modelo e tem apresentado um problema muito parecido, mas isso já representa um grande avanço. 😉

Atualizado: Incluida linha alternativa de configuração para outros modelos de equipamentos.
Atualizado 2: Crie o arquivo /etc/modprobe.d/alsa-base caso ele não exista.

A saga do microfone e da captura de áudio

Microfone

Microfone

Depois de completar uma semana de tentativas mal sucedidas de colocar para funcionar a captura de áudio em 2 computadores diferentes para gravar um screencast só me resta o desabafo. É uma pena fazer o upgrade para distribuições mais novas e perceber que problemas tão banais quanto o correto funcionamento dos dispositivos de captura de áudio de uma placa de som, ainda causam transtornos a uma parcela significante dos usuários do sistema que precisam fazer uso desse recurso.

No decorrer da semana me deparei com o funcionamento incorreto do microfone, apenas para fins de captura, já que o retorno funciona normalmente quando habilitado, em 2 distribuições diferentes (Fedora 10 e Ubuntu 8.10).

Já relatei o problema nos bug trackers das duas distribuições e no do projeto pulseaudio. Vamos ver se isso vai ser resolvido logo.

Embaixador do Fedora

Estou de volta à comunidade Fedora, ainda em avaliação, mas com o pé direito no mundo RPM novamente. As novas features do Fedora 10 (Cambridge) me agradaram bastante e a oportunidade de se envolver novamente com um projeto comunitário amplo, em um momento em que terei mais disponibilidade para isso, me fizeram tomar a decisão.

Em breve farei mais alguns comentários sobre a nova versão da distribuição. As contribuições junto a outras distribuições continuarão, portanto, creio que esse seja mesmo um plus no meu desenvolvimento pessoal e na minha história com o FOSS e o GNU/Linux.

É isso aí pessoal. 😀

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