Dia 21: Bolívia, preparada para crescer. De Santa Cruz de La Sierra a Corumbá

Preconceito, eis a palavra que nao saiu da minha mente o dia todo. Seja o preconceito infundado do brasileiro com a Bolívia ou o preconceito recém instituído pela política nacionalista de Evo Morales na Bolívia, creio que nele reside a maior fronteira entre os povos desses dois países.

Baseado em que digo isso? Simples, basta tomar comi exemplo o procedimento de transito aduaneiro, totalmente descomplicado, similar apenas ao paraguaio (que tive oportunidade de fazer em outra viagem) e ao argentino, ou seja, a Bolívia é super amistosa com braileiros.

O mesmo que disse sobre ser amistoso não pode ser repetido sobre a forma como fomos tratados pelos militares em alguns pontos de “pesaje”, mas nao gostaria de transformar isso em mais um rotulo infundado. Fomos extorquidos em todos os países por onde passamos, no Brasil levamos uma multa injustificada de mais de 500 reais, mas na Bolívia foi onde a extorsão aconteceu de forma mais infantil e descarada: na entrada de uma cidade próxima a Santa Criz nos foi exigido o pagamento de 10 boliviano cada para passar por um posto fiscal militar e ter a carta jurada carimbada (cretinos, eu guardei a carta e vou mandar uma copia para o consulado). Essa ganhou até da tiazinha chilena que vendia fichas na aduana, que alias, também vou denunciar ao consulado porque tirei fotos da ação.

Mas voltando ao tema do preconceito, nao era para passarmos por esse caminho, primeiramente porque uma noticia sobre um motociclista que foi roubado na Bolívia se tornou um mantra em fóruns e fontes DD informação sobre viagens pela América do Sul. Pois voz digo, com todo respeito ao colega que foi roubado, que o ocorrido se trata DD um caso isolado, que acontece com muitoenos freqüência do que os assaltos a motociclistas na cidade de São Paulo, ou seja, dentro de um parâmetro amplamente aceito como sendo de normalidade.

Sobre o combustível, cabe uma observação. Há muita confusão na Bolívia sobre o assunto, muitas vezes os frentistas se negam a abastecer veículos com placas brasileiras por medo de estarem incorrendo em falta. Hoje paramos em um posto de San José de Los Chiquitos que estava sobre forte vigilância militar, possivelmente por estar colaborando com um esquema de contrabando de combustível, já que o preço normal da gasolina boliviana é de R$ 1,20 o litro, mas mesmo assim conseguimos abastecer, exceto em San José e Robore, onde tivemos que comprar gasolina em galões, já que na primeira não aceiraram abastecer diretamente as motos e na segunda nao havia combustível, nos restando apenas a opção de comprar de terceiros. Em Robore também conversamos rapidamente com um motociclista santista que ia para Machu Picchu de XLX (se você estiver lendo isso saiba que lhe desejamos uma boa viagem), que achei que personifica bem o espirito de se fazer uma viagem assim (encostou a moto, perguntou que horas chegava a gasolina e foi tomar banho de rio).

No ultimo trecho de estrada boliviana eu me toquei dos detalhes que demonstram o quanto esse pais esta focado em seu desenvolvimento. Todos os vilarejos provinde passamos possuem vários acessos a rodovia, tudo organizado para comportar seu eventual crescimento, sem falar do esmero com a manutenção da rodovia.

Enfim, apesar de hoje ter sido talvez o dia mais cansativo da viagem, por ação do calor e do stress da incerteza sobre o combustível, acho que foi o dia mais interessante do ponto de vista de descoberta e compreensão da Bolívia, de quem certamente ainda ouviremos falar nos noticiários econômicos, como sendo um pais em Franci desenvolvimento (quem planta colhe).

Depois de atravessar para o lado brasileiro fiz questão de apresentar a culinária sul matogrossense aos colegas de viagem, então concluo o texto em pleno processo de digestão de um Pintado ao molho de Urucum, entretanto, como ainda nos resta um ultimo dia no MS que devera ser em Jardim, deixarei os comentários sobre isso para depois.

Os Andes ficaram para trás, já sinto saudades, mas cá embaixo bem que temos muito o que apreciar. 😉

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53 Responses to “Dia 21: Bolívia, preparada para crescer. De Santa Cruz de La Sierra a Corumbá”

  1. Marcus DT

    Minholi, sempre ouvi fizer que o trecho Sta Cruz de La Sierra para Corumbá estava um caco, sem asfalto, etc. Não procede? As obras já foram concluídas? Acredito que essa seja a dúvida de várias pessoas que (assim como eu) já planejaram a entrada (ou saída) na Bolívia. Bom retorno!!!

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    • Marcelo Minholi

      Tá zerado, rodovia nota mil! Só tem que planejar os abastecimentos. Pra quem entra na Bolívia recomendo fazer abastecimentos em Puerto Suarez, Roboré, San José de Los Chiquitos, e no Posto do Lado direito a 120km de Santa Cruz, assim evita pane seca, porque o combustível deles é diferente do nosso e os efeitos são imprevisíveis. A Bandit sofreu pra fazer 15km/l e as outras quase nada sofreram. Vale a dica pra quem tem moto esportiva ou com motor de alta compressão. A octanagem é baixíssima, o consumo sobe sensivelmente, mas pelo menos é bem barato. 😉

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  2. Filipec

    Olá amigo! Toda a km entre as duas cidades está asfaltada? Sabendo disso, em novembro desse ano farei essa viagem a MacchuPicchu passando pela Bolívia e não mais pelo Acre! Valeu mesmo! Abçsss

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    • Marcelo Minholi

      Está sim, pode ir tranquilo por ali, só tome cuidado com os pontos de abastecimento. Se sua moto tiver autonomia superior a 300km fica mais fácil, caso contrário tem que abastecer em Porto Suarez e depois em Roboré.

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  3. Eduardo

    ou relatos de assaltos, cobranças ilegais, extorsão de pedágios.
    você pode me falar sobre a verdadeira situação?
    obrigado Eduardo

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    • Marcelo Minholi

      Olha Eduardo, com a gente não aconteceu nada de extraordinário na Bolívia. Quase fomos multados na rodovia entre La Paz e Oruro porque ultrapassamos em faixa contínua, na típica arapuca armada por policiais rodoviários só para morder uma graninha dos desavisados, igual no Brasil. Em outra ocasião nos cobraram 10 bolivianos (R$ 3,50) para carimbar a carta jurada, que é o documento de trânsito da moto na Bolívia, e foi só isso.

      Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba, que foram as cidades em que pernoitamos, são cidades muito parecidas com as do Brasil, bem urbanizadas e seguras. Dá para se hospedar em bons hoteis pagando pouco, sempre próximos ao centro da cidade e com bastante conforto e segurança.

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  4. Carlos E. Passos

    Bom dia.
    Muito esclarecedor estes seus comentários. Estou planejando a viagem até Cuzco, vou sozinho, e minha dúvida era exatamente este trecho entre Corumbá e Santa Cruz de La Sierra. Sinto apenas um pouco de receio pelo fato de ir sozinho, quanto a possibilidade de assaltos e achaques policiais, que vejo com muita frequência em outros blogs, mas segundo você é infundado.
    Quanto achaques policias acho que não deve ser tão diferente do que a Argentina, que em minha última viagem fui parado 23 vezes até chegar no Chile. Tive que dar até moedas para os guardinhas. Enfim, faz parte da viagem.
    Continue escrevendo.
    Grande abrço,
    Carlos

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    • Marcelo Minholi

      Oi Carlos,

      Acho que você está tão sujeito a problemas neste trecho quanto em qualquer outro dentro ou fora do Brasil. Na Argentina também fomos extorquidos em Corrientes, infelizmente pelo visto isso é praxe nos países da América do Sul, inclusive no Brasil.

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  5. JÚNIOR ÁVILA

    PRETENDO IR DE S10 FLEX ATÉ SANTA CRUZ, ALGUÉM PODERIA ME PASSAR ALGUMA INFORMAÇÃO SOBRE SEGUROS E DOCUMENTOS SOLICITADOS PARA O VEICULO, AGRADEÇO.

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  6. Alberto

    Minholi,
    Chegaram a passar por Villazon como previsto? Estou planejando minha viagem p/ Bolívia em janeiro/14 e penso sair de Porto Alegre, passando por Jujuy e entrar por “baixo”. Como vou de HD, as estradas precisam ser boas….rsrs
    Abs! Alberto

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    • Marcelo Minholi

      Oi Alberto, não voltamos por Villazon, fizemos o trajeto que todos orientavam para evitar (voltamos ao Brasil por Corumbá), mas achei super tranquilo. Recomendo que você se informe melhor sobre a rodovia que vai de Potosí a Villazon (Ruta 14) antes de se aventurar por lá de HD pois no Perú um colega nos disse que passou por lá e as obras da rodovia foram bastante danificadas por causa das chuvas.

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  7. edson menarim lima

    Linda rodovia segundo meu cunhado que e boliviano, paisagens maravilhosas , pena que serva para aumentar o trafico de drogas que já são bastante grandes, só não entendo porque o pt só ajuda os países comunistas e nosso pais com impostos abusivos a saúde precária e o ensino um dos piores do mundo, deputado preso por 8 anos , e não foi casado , 25 ladrões condenados pelo superior , e ainda tem recursos por a caso são todos do PT , dolar na cuéca, e tantas outras coisas que não gosto nem de falar , espero que opovo abra os olhos e de a resposta no dia da eleição mo ano que vem , vamos acordar brasil.

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  8. ANTONIO

    Marcelo
    Estaremos saindo para Cuzco e a ideia é ir Corumba / Santa Cruz/La Paz/ Cuzco tirando o cuidado com abastecimento e as estradas sendo boas como vc diz, vc ve algum motivo a mais para nos precaver///

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    • Marcelo Minholi

      Oi Antonio, as vezes tem gado solto na pista, mas como são muitos retões dá pra ver de longe, basta ficar atento. Nas entradas de La Paz e Juliaca o trânsito é complicado, peçam para um taxista os levar até um hotel e vão acompanhando ele (fizemos isso em Puno e La Paz). Entre Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra a rodovia tem uns trechos pequenos (50 a 100 metros) de calçamento, num trecho bem sinuoso, então é bom ter cuidado com a velocidade. Ah sim, e se os policiais pedirem propina é mais rápido pagar do que discutir… rsrsrs

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  9. Vitor

    Marcelo, estamos planejando esta viagem em 6 motos, mas só pra saber, a Carta Jurada é diferente da Carta Verde? abraços e obrigado pelas informações.

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    • Marcelo Minholi

      Oi Vitor,

      Tenha em mente que em toda aduana que vocês passarem precisarão fazer a imigração das pessoas e das motos. São dois documentos diferentes, sendo que é preciso declarar que entrou com a moto para que possa sair com ela, da mesma maneira que precisa apresentar o documento de ingreso para que possa sair do país. Em alguns casos eles podem exigir que vocês declarem na carta jurada também equipamentos que está levando (notebooks, cameras, tablets, etc.) mas isso não nos foi solicitado em nenhum momento da entrada ou da saída de nenhum dos países que visitamos. Já a documentação de trânsito (ingresso e saída) da moto é tão importante quanto a das pessoas que estão imigrando.

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  10. José Carlos Carneiro de Oliveira

    Olá amigos. Estamos programando ir de moto a San Pedro do Atacama, mas passando pela Bolívia (Corumbá – Santa Cruz de La Sierra – Potosí – Uyuni – San Pedro de Atacama). Gostaria de saber se alguém tem informações sobre as condições da estrada entre Santa Cruz de la Sierra e Posotí e também como está a questão do abastecimento atualmente na Bolívia.
    Abraço a todos e boa viagem.
    Zé Carlos.

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  11. cristiano Silva

    Bom dia Rapaziada, voltando de Puno para corumbá com uma 883 vou ter problemas com a estrada ou seja é asfaltada quanto ao combustível já fui ao chile e voltei por Corrientes usando galão reserva foi tranquilo !

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  12. ALANÍSSIA M. R. OLIVEIRA

    BOA NOITE PESSOAL AVENTUREIROS DAS ESTRADAS , GOSTARIA DE SABER COMO SÃO AS ESTRADAS NA BOLÍVIA . POR EXEMPLO , DE CORUMBÁ NO BRASIL ATÉ LA PAZ – BOLÍVIA , AS ESTRADAS SÃO ASFALTADAS ? É MUITO PERIGOSO ? É SEGURO ? DESDE JÁ AGRADEÇO

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Alaníssia,

      É 100% asfaltado sim. Eventualmente há trechos pequenos (de algumas dezenas de metros) em reparos, na parte da rodovia que passa pela Amazônia boliviana (entre La Paz e Cochabamba), mas é bem tranquilo. Uma grande diferença em relação ao Brasil é que na Bolívia (e também em alguns trechos da Argentina) os vilarejos e cidades afastados da rodovia, então para abastecer é preciso ir até as cidades.

      Minha opinião é que o risco de se viajar pela Bolívia (ou qualquer outro país) é similar, ou até mesmo inferior que o de se viajar pelo Brasil, dado o baixo movimento de veículos pesados e inexistência de quadrilhas especializadas em roubo de motos como as que existem no Brasil.

      Você talvez irá querer andar um trecho de rodovia sem asfalto próximo a La Paz que é a Carretera de La Muerte, mas para isso sugiro que reserve um dia, já em La Paz, para descer até Coroico pela rodovia asfaltada e subir de volta pelo trecho histórico (35 km) que não tem asfalto e serpenteia na borda do abismo.

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  13. Binho - 11 9 9241-9334

    Marcelo, agora em começo de fevereiro vamos viajar de moto e tem um trecho que gostaria de saber se vc tem informações das estradas. O trecho é
    Sta Cruz de la Sierra – Sucre – Potosí – Uyuni – Julaca – São Pedro do Atacama/Chile
    Vc sabe informar se a estrada é asfaltada e em boas condições de trafego ?
    Eu vi que já fizeram essa pergunta e vc respondeu que por Cochabamba trecho é tranquilo, mas queremos ir a Uyuni e para isso teríamos que ir por Sucre e Potosí.

    Abs
    Binho

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Binho,

      Salvo engano essa rodovia não é pavimentada. Nós pretendíamos, antes de descer de La Paz para Cochabamba e vir embora por Santa Cruz de La Sierra, passar pelo Salar de Uyuni indo de La Paz até Potosí, Tupiza e Villazon (saindo na Argentina), próximo a Tilcara, que no caso de vocês dá pra dormir lá e depois subir para San Pedro pelo Paso de Jama. Essa possibilidade eu sei que é em rodovia asfaltada e aparentemente bem conservada.

      Responder
  14. broccoli

    Boa noite preciso de uma informação do trecho de Santa cruz x oruro x calama x san pedro do ato esse percurso e todo asfalto? A estrada e boa ? Consigo fazer em quanto tempo de moto santa cruz x san pedro

    Responder
  15. Felipe

    Boa noite Marcelo,vou sair de Corumba para Santa Cruz de la Sierra,quais sao as cidades que voce recomenda para fazer o abastecimento do combustivel?obrigado.

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  16. Edimar Soares de Oliveira

    Estaremos passando pela Bolivia bem setembro/15. O trecho entre Santa Cruz e Potosí é asfaltada?

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Edimar, até onde sei a rota por Sucre tem trechos asfaltados e trechos sem asfalto e a rodovia é bem precária. É melhor ir por Cochabamba e Oruro, por lá estão as melhores rodovias.

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  17. Ediel Alencar

    Olá Marcelo, Boa Noite. Sou de Manaus- Am Camarada. Voce já respondeu tantas perguntas que se tornou um dicionário de tão importante. Mas me paira uma duvida amigo: Saindo de La Paz para Coroico eu retorno a La Paz Pela Carretera de la Morte, é isso? Pretendo viajar por lá em 2016, minha moto é uma XTZ Ténéré 250, nessa referida carretera diante a grande altitude a xtz 250 passa sem risco? ou devo levar uma moto de maior cilindrada? F Abs Amigo

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Ediel, obrigado. Existe uma rodovia nova e asfaltada que vai de La Paz a Coroico e a Carretera. O que fizemos foi descer pela rodovia asfaltada e retornar pela Carretera de La Muerte. Sobre a moto pode ficar tranquilo, o que mais tem no altiplano é moto de baixa cilindrada, basta ter calma, porque vai ter perda de rendimento, normal.

      Responder
  18. Izac Chapiewski

    Olá amigo, estou com um roteiro para Machu Pichu e vou ter que atravessar a Bolívia na volta, pretendo sair em Desaguadero PERU até Corumbá MS. No total seriam 1600km aproximadamente dentro da Bolívia, em todo blog que leio relatam a dificuldade com o combustível, vou ir de carro e calculo que vou precisar mais ou menos de 120 litros de gasolina. Praticamente todo caminho que farei será pelas rutas 1 e 4, sabe as condições dessas rodovias, e se vou ter dificuldades para abastecer nessas rotas?

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Izac, com a autonomia do carro fica bem mais simples, bastando atentar apenas para a necessidade de sair da rodovia principal e entrar nas cidades onde quiser abastecer, já que não há postos de combustível ao lado da rodovia como existem aqui no Brasil na maior parte do caminho.

      Esse caminho que você citou é o que fizemos. A rodovia só tem alguns trechos pequenos ruins em decorrência de deslizamentos de terra nas proximidades de Santa Cruz de La Sierra e de Cochabamba, já o trecho plano é muito bom, só precisando tomar cuidado com animais soltos.

      Responder
  19. Robson

    Marcelo, excelente site , antes quero agradecer pelas informações já adicionadas no site, vou fazer essa viagem com uma spin e mais um corola, realmente estou preocupado com os abastecimentos e valor a ser pago por estrangeiro, vamos sair de São Paulo rumo a Cusco, passando pelo mato grosso entrando na Bolívia por Corumbá, vamos ficar hospedado em San José dos Chiquitos e depois vamos para La Paz, A altitude em La Paz e Puno vocês sofreram muito?

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Robson,

      Acho interessante tocar mais um pouco e pernoitar em Santa Cruz de La Sierra. San José de Los Chiquitos é um povoado muito pequeno, talvez vocês tenham dificuldade em se acomodar por lá. Eu tive Soroche (mal da altitude) em Puno, mas não foi nada demais, só um mal estar e um pouco de dor de cabeça. Tome mate de coca (é como tomar café na Bolívia) que ajuda muito.

      Responder
  20. Lucas

    Olá Marcelo. Estou em Cusco, vim pela Argentina e Chile. Quero voltar pela Bolivia e Corumbá. Estou de gol 1.8. As estradas são asfaltadas e em boas condições? Obrigado.

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Lucas,

      Estão boas sim. Pegue a rodovia que vai de La Paz até Oruro e antes de chegar em Oruro pegue para Cochabamba, depois vá para Santa Cruz de La Sierra e dali é só seguir pra Corumbá.

      Responder
      • Lucas

        Olá Marcelo. Estou de carro em Santa Cruz de la Sierra agora. Saí do Peru sentido Corumbá.

        Só problemas aqui na Bolívia. Nada parecido com a sua viagem. Já tive que pagar uma propina, outro policial me fez tirar o insul filme do meu carro (sendo que tinham vários carros bolivianos com), trânsito caótico quase todo percurso até aqui e, pra piorar, acho que a gasolina deles ferrou meu carro. Amanhã vou procurar uma oficina…
        Devia ter voltado pelo Chile e Argentina. Espero que as coisas melhorem até Corumbá.

        Responder
      • Lucas

        Olá Marcelo.
        Não era gasolina o problema. Era a bobina do meu carro que tinha ido pro pau. Ela durou até o primeiro posto de gasolina em Corumbá,depois da Bolívia, Graças a Deus!
        Um senhora nos ajudou chamando um mecânico de confiança e ele deixou o carro novo de novo por R$ 230,00.
        Uma das melhores coisas da viagem foi sair da Bolívia e chegar no Brasil. Pra você ter uma ideia, negaram comida pra gente em 3 restaurantes! Mas nem tudo foi ruim, o passeio de 4 dias que fizemos para o Uyuni saindo de São Pedro do Atacama foi show de bola (talvez por ter sido todo com guia) e conhecer Santa Cruz de La Sierra também foi legal. Mas de resto…
        Em 19 países que já visitei na vida, a Bolívia é o único que não tenho a menor vontade de voltar!

        Responder
        • Marcelo Minholi

          Nossa Lucas, não imaginava que estava assim a situação do câmbio. Quando fui tive que pagar o preço do Brasil em 1 ou 2 abastecimentos apenas, nos demais consegui pelo preço feito para bolivianos, por cerca de R$ 1,10~1,15.

          É uma pena que tenha enfrentado problemas, mas se visitou Uyuni tem mesmo poucos motivos para voltar a passeio. Já eu pretendo voltar para fazer esse trecho que ficou faltando, mas não sem antes verificar se as condiçõe$$$ estão favoráveis.

          Nossa moeda está mesmo muito desvalorizada, na Argentina semana passada pude comprovar que não é mais barato passear pela América do Sul como era a 3 anos atrás, mas enfim, aguardemos então a passagem dessa crise econômica, política e MORAL que assola o nosso país e que melhores tempos nos brindem com a possibilidade de curtir a vida conhecendo essa terra.

          Responder
  21. Antonio Pereira da Silva

    Boa tarde Minholi. Marcamos para Junho/16 uma viagem de João Pessoa a Machu Picchu via Corumbá de moto. Tenho uma G 650 GS. Como é a logística de abastecimento de Sta Cruz de La Sierra até La Paz? E onde pernoitar nas cidades Bolivianas até chegar em Cusco? As estradas na Bolívia atualmente estão ótimas? Grato pelas futuras respostas. Como alguém falou anteriormente, você é uma Bíblia na sabedoria e nos esclarecimentos que ajudam sobremaneira os viajantes a se aventurarem por terras distantes. Parabéns!

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi Antonio,

      As cidades são bem pequenas, lembram um pouco o agreste. Entre Santa Cruz de La Sierra e La Paz não terão problemas para abastecer, é só ir por Cochabamba e ficar atento, caso necessário, a possíveis pontos de abastecimento fora da rodovia, já que não existem postos de combustível a margem das rodovias com a mesma frequência com que temos no Brasil.

      Depende bastante da tocada de vocês, mas acho interessante fazer o percurso inverso ao que fizemos: Corumbá (pernoite) -> Santa Cruz de La Sierra (pernoite) -> Cochabamba (pernoite) -> La Paz. Se apertarem um pouco o ritmo e conseguirem fazer os tramites aduaneiros rapidamente dá pra fazer de Corumbá até Cochabamba num dia (1100km) VIA MONTERO, mas fiquem cientes de que pegarão alguns trechos de serra e que o ritmo da viagem não será o mesmo do trecho entre Corumbá e Santa Cruz.

      ABASTEÇAM EM ROBORÉ E SAN JOSÉ DE CHIQUITOS (TEM QUE ENTRAR NAS CIDADES).

      Responder
      • Paulo Victor Gomes

        Olá,

        Estou planejando com uns amigos uma viagem de carro de Goiás até Cusco, passando pela Bolívia. A ideia é entrar na Bolívia via Mato Grosso, ao invés da rota tradicional pelo Mato Grosso do Sul. Sairíamos de Cáceres-MT até Santa Cruz de la Sierra em um dia de viagem mais pesada, para depois seguir pela Ruta 4, passando por Cochabamba e La Paz.

        Alguma dica sobre esse trecho menos tradicional de entrada na Bolívia?

        Responder
        • Marcelo Minholi

          Oi Paulo, o importante é se informar quanto a qualidade da estrada no trecho que você pretende. Como a Bolívia não é 100% mapeada o enrosco pode se dar por conta disso, então é bom verificar com alguém que porventura tenha passado pelos trechos que você pretende se estão asfaltados ou qual é o estado do calçamento.

          Responder
  22. João Rubens A. Louly

    B.dia! Tenho um Motorhome iveco,2000, uma esposa, e dois filhos (5 e 9 anos). Estávamos pensando ir até o Atacama passando pela Bolivia, para conhecer este Pais, saindo de Brasília. Já estive em Santa Cruz, mas fui de avião a muito tempo atrás. Será que vale a pena, na sua opinião, visto que todos os MHs, pelos seus relatos postados na internet, desceram e entraram pela a Argentina. Achei isto engraçado, e comecei a pesquisar os motivos, e acabei achando seu blog. Li todos os relatos do seu blog, copiei alguns trechos, para eu analisar com calma. Acredito que na vida, nada é por acaso, por isto fica está reiterada pergunta do seu blog, visto que viajo com crianças. Quais os riscos prováveis que possa existir viajando de carro na Bolivia? Será que vale a pena, na sua opinião, passar pela Boliva ou dar a volta neste Pais, passando pela Argentina. Meu objetivo é o deserto de Atacama, São José, Agradeço sua disposição de ajudar todos que tem dúvidas, um abraço.J. Rubens

    Responder
    • Marcelo Minholi

      Oi João, não sei como fica a questão de campings para ficar com o motorhome na Bolívia, mas vi muitos turistas estrangeiros por lá, inclusive em Coroico. Considerando que na parte baixa da Bolívia você pode passar a noite em Santa Cruz de La Sierra e/ou Cochabamba eu acho que deve ser tranquilo, pois na parte alta o turismo conta com mais estrutura.

      Responder

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